Ex-mandatário da CBF pode ter Vinícius Pinotti como vice. Grupo dissidente já reúne cerca de 120 conselheiros e aposta em Caio Forjaz para comandar o Conselho Deliberativo.
Com a aproximação do pleito presidencial no fim do ano, o xadrez político do São Paulo Futebol Clube começa a ganhar contornos definidos. A principal novidade nos bastidores é a forte movimentação da oposição, que avalia lançar Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF, como candidato à presidência do clube. Para fortalecer o projeto, a chapa contaria com Vinícius Pinotti na vice-presidência.
O movimento tem um objetivo claro: consolidar os votos dos conselheiros insatisfeitos com a atual gestão de Harry Massis Júnior. A estratégia vem ganhando tração e, segundo apuração inicial do portal UOL, o bloco de oposição já aglutina cerca de 120 dos 250 conselheiros aptos a votar, indicando uma disputa bastante acirrada.
Dança das cadeiras no Conselho Deliberativo
Além da corrida pelo executivo, a oposição reajustou sua estratégia para o Conselho Deliberativo. O nome de Caio Forjaz passou a ser o favorito para presidir o órgão, marcando uma mudança de rota no grupo. Até a última semana, Dáurio Speranzini era o principal cotado para a vaga, mas acabou perdendo espaço devido à rejeição interna entre alguns conselheiros e sócios do clube.
O passado na CBF e a viabilidade política
A escolha de Rogério Caboclo como cabeça de chapa, inevitavelmente, traz à tona sua passagem pelo comando da Confederação Brasileira de Futebol entre 2019 e 2021. O dirigente deixou a presidência da entidade em meio a acusações de assédio moral e sexual. Caboclo sempre rechaçou as denúncias e as ações judiciais foram posteriormente arquivadas sem qualquer condenação.
Pessoas próximas garantem que o ex-presidente tem demonstrado excelente receptividade nas conversas com diferentes alas políticas do Tricolor. A consolidação de sua candidatura, no entanto, ainda depende de um termômetro interno e do aval definitivo de lideranças estratégicas dentro do Morumbi.
Cenário de incertezas na Situação
Se a oposição avança em seus arranjos, o panorama governista é de compasso de espera. A situação ainda não definiu quem será o seu representante nas urnas.
Harry Massis Júnior, que no início de sua gestão havia descartado concorrer, voltou a ter seu nome debatido nos bastidores como um potencial candidato. Outra figura de peso no núcleo político situacionista é Adilson Alves, atual assessor jurídico. Apesar das conversas constantes, a base aliada ainda busca um consenso para unificar seu projeto, e o martelo sobre a candidatura governista segue sem prazo para ser batido.