O São Paulo enfrenta um cenário de “mãos atadas” onde a economia governa o futebol. O presidente Harry Massis foi enfático ao abordar o futuro de Roger Machado: o clube está proibido de demitir por falta de caixa. O peso de multas rescisórias de treinadores passados ainda assombra o MorumBIS, transformando qualquer nova ruptura em um risco financeiro inaceitável para a temporada 2026.
Nós não temos condição de contratar, de trocar o técnico. Não temos dinheiro. Será que vocês não entendem que pegamos o São Paulo sucateado? Eles não pagaram nada o ano passado. Está sobrando tudo para mim. Não temos dinheiro. Eu nunca falei que o São Paulo ia ser campeão. Se chegarmos em sexto do campeonato, está ótimo para ir para a Libertadores. Vamos ter calma, não é assim.
Mesmo sob o protesto dos torcedores — inflamados por um jejum de quatro jogos — a ordem de Massis é extrair o máximo do elenco atual. Com um aproveitamento de 16 jogos (7V, 4E, 5D), Roger precisa agora converter a estabilidade política em desempenho técnico. O “teste de fogo” ocorre em 13 de maio, contra o Juventude, no Alfredo Jaconi. Pela Copa do Brasil, o Tricolor joga para estancar a crise e provar que a solução caseira é, de fato, a única saída possível.